terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A minha amiga Telma


Quem me conhece sabe que não sou apaixonada por animais. Tive um cão por pouco tempo na infância e uns peixes, uns anos mais tarde, mas que viriam a morrer rápido. Cresci assim, pouco ligada a animais e com uma incapacidade de criar laços com o mundo animal.

Quase todas as pessoas que conheço têm gatos, cães, pássaros ou peixes e não compreendem a minha indiferença quando tenho um animal por perto. Não sei explicar, gosto de os olhar, acho-os engraçados mas não suporto que me toquem e fazer-lhes festas arrepia-me. Se isto faz de mim um ser humano insensível, não sei. Só sei que é assim.


Nada disto seria relevante se não houvesse um facto inédito a apontar: há uma cadela na minha vida. Chama-se Telma, é calmíssima e fofinha e, como se não bastasse, desenvolveu o hábito de me fazer companhia. Quando chego a casa, ela começa a perseguir-me discretamente e senta-se perto de mim. Apesar da franja comprida eu sei que me observa enquanto como, trabalho ao computador ou fumo um cigarro. Como é que se resiste a uma bolinha de pêlo assim?

4 comentários:

ARTISTA MALDITO disse...

Não se resiste Virgínia, eles sabem cativar o nosso coração. E ficam para sempre nossos leais amigos. Agora entraste no clube do "mundo irresistível à nossa procura"!

Um beijinho para ti e para a tua nova amiga Telma,
Isabel

Reboliço disse...

É isso: não se resiste. E os bichos sabem muito bem que são irresistíveis. Goza-a bem!

Pedro Barros disse...

Let it all be as it may.

Anónimo disse...

!!!
Que linda é a Telma.
(mais pontos de exclamação!)
Oh my...

Beijito Pirulito
io