Ontem, numa visita ao Clube literário do Porto, descobri num folheto perdido uns poemas de uma autora de quem nunca tinha ouvido falar mas cujos poemas me agradaram. A autora,Judith Teixeira, nasceu em Viseu em 1880 e apesar de ter deixado algumas obras publicadas, parece ter ficado até hoje na obscuridade. Aqui fica um dos seus poemas e duas ligações com mais informação.
http://wwweuropa.blogspot.com/
http://www.arlindo-correia.com/judith_teixeira_1.html
Onde vou?
Onde vou eu, onde vou?
Já nem sei donde parti…
Se eu mesma não sei quem sou!
Achei-me dentro de ti.
Eu fui ninguém que passou,
eu não fui, nunca me vi…
Fui asa que palpitou –
Eu só agora existi.
Negra dor espavorida
ou saudade dolorida
eu fui talvez no passado…
Sou triste por atavismo…
Não há ontem no cuidado
em que em cuidados me abismo.
Inverno – Hora Ignorada
1922
domingo, 9 de janeiro de 2011
Regresso?
Meses e meses sem escrever uma única palavra, sem publicar uma única fotografia, sem qualquer registo de sentidos ou de memórias.
Talvez fosse por cansaço ou ainda por falta de coisas que merecessem lugar no labirinto. Talvez fosse porque me perdi, mas isso agora significaria que me tivesse encontrado. A verdade é que aqui estou de volta ao fim de um ano de silêncios, perdas, lágrimas e recomeços.
Sinto falta de alguma coisa que não sei bem o que é e muito menos sei se é aqui, neste recanto da escrita que vou descobrir. Só sei que me agoniza a rotina do trabalho, o sufoco do quotidiano, a pequenez dos outros que se faz minha também,só sei que preciso de fazer alguma outra coisa que seja só minha e que o faça pelo prazer de o fazer, sem obrigações.
Foi na doçura com que me ouves e me lês que encontrei vontade de regressar. Para ti, meu ouvinte ideal, leitor ímpar, amante nos versos e nas curvas do corpo, foi para ti também que regressei.
Talvez fosse por cansaço ou ainda por falta de coisas que merecessem lugar no labirinto. Talvez fosse porque me perdi, mas isso agora significaria que me tivesse encontrado. A verdade é que aqui estou de volta ao fim de um ano de silêncios, perdas, lágrimas e recomeços.
Sinto falta de alguma coisa que não sei bem o que é e muito menos sei se é aqui, neste recanto da escrita que vou descobrir. Só sei que me agoniza a rotina do trabalho, o sufoco do quotidiano, a pequenez dos outros que se faz minha também,só sei que preciso de fazer alguma outra coisa que seja só minha e que o faça pelo prazer de o fazer, sem obrigações.
Foi na doçura com que me ouves e me lês que encontrei vontade de regressar. Para ti, meu ouvinte ideal, leitor ímpar, amante nos versos e nas curvas do corpo, foi para ti também que regressei.
domingo, 28 de março de 2010
Marina:mezzo Soprano
Nada fazia crer que aquela aluna tímida de olhos esbugalhados, que agora começava a aprender Inglês, encantava desta maneira.
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